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MPF investiga irregularidades no transporte de deficientes no litoral

Ação teve origem a partir da reclamação de um usuário com deficiência.

Ministério Público pediu dados sobre ônibus adaptados às empresas.


Ônibus de Caraguá foram alvo de reclamação de usuário deficiente (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

O Ministério Público Federal (MPF) de Caraguatatuba instaurou um inquérito que vai apurar possíveis irregularidades no transporte coletivo urbano de pessoas com mobilidade reduzida nas quatro cidades do litoral norte de São Paulo.

A ação teve origem a partir da reclamação de um deficiente de Caraguá, que procurou o MPF para relatar que considera baixa a qualidade do serviço público de ônibus na cidade. A apuração foi estendida para Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela.

Em relação às empresas que realizam o serviço na região, o MPF pediu que elas informem quantos veículos estão adaptados à acessibilidade de cadeirantes, se estão em boas condições de uso e se os funcionários recebem treinamento para operar os equipamentos. A partir das respostas, o órgão deve adotar outras providências.

A recepcionista Mariana Aparecida conta que enfrenta problemas constantemente quando precisa se locomover com o avô de 79 anos, que é cadeirante. "O transporte é péssimo. Nem todos os ônibus têm o elevador nas portas e nem todos os funcionários ajudam a subir a cadeira para dentro do ônibus", disse.

Outro lado

Procurada, a União dos Transportadores por Ônibus do Litoral Norte do Estado de São Paulo (Unitrans) - que representa as empresas de ônibus do litoral norte - informou que todos os  218 carros que circulam na região são adaptados aos deficientes físicos. A adaptação abrange alterações no corrimão, acessibilidade nos assentos e elevadores, que atendem a uma parte dos veículos. Não foi informada a quantidade de ônibus que têm elevadores para facilitar o embarque de cadeirantes.

A Unitrans informou ainda que o treinamento para os funcionários das empresas de transporte público é de responsabilidade da Associação de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade reduzida do Estado de São Paulo (ADEFESP).

O G1 levantou com as prefeituras de Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela que cerca de 840 deficientes utilizam o transporte público no litoral norte.

Fonte: G1

Rádio São Sebá
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